Por que alunos abandonam o treino (e como resolver isso no seu atendimento)

Personal trainer preocupado quando alunos abandonam o treino

Se você sente que alunos abandonam o treino depois de algumas semanas, este guia vai te ajudar a reduzir desistências com ajustes práticos.

Se você é personal trainer, sabe que essa situação é frustrante. E o pior: ela é extremamente comum.

Segundo estudo da Fiocruz que acompanhou mais de 5 mil pessoas durante dez anos, 64% das pessoas abandonam o programa de exercícios no terceiro mês e apenas 3,7% persistem por mais de 12 meses. [1]

Mas por que isso acontece? E, mais importante, o que você pode fazer para evitar que seus alunos façam parte dessa estatística?

Resumo rápido: o que mais reduz desistência

Se você quiser começar pelo que dá resultado mais rápido, foque nestes pontos:

  • Tornar progresso visível com dados simples (carga, repetições, fotos, medidas)
  • Variar o treino com propósito, sem virar bagunça
  • Fazer check-ins curtos e consistentes
  • Ajustar expectativas desde o início
  • Reduzir interrupções durante o treino
  • Criar vínculo e rotina
  • Oferecer praticidade sem perder o controle do plano

O problema real da desistência de alunos

Antes das soluções, vale entender o tamanho do problema.

A taxa de abandono no setor fitness é alta. Em academias, a rotatividade pode ser significativa ao longo do ano, chegando a números bem agressivos em alguns cenários. [2]

Para personal trainer, muitas vezes pesa ainda mais.

Diferente da academia (em que o aluno paga e pode sumir “sem dar satisfação”), o personal envolve compromisso direto. Quando o aluno desiste, você perde:

  • receita
  • tempo investido
  • energia de planejamento
  • e, muitas vezes, o “efeito indicação” que viria depois

Além disso, conquistar um novo aluno costuma ser mais caro do que manter quem já está com você. Por isso, retenção não é só qualidade: é inteligência financeira.

As 7 razões mais comuns pelas quais os alunos abandonam o treino

1. Falta de resultados visíveis

A causa mais comum é simples: o aluno não “vê” progresso.

Às vezes o resultado está acontecendo (mais força, melhor postura, menos dores, mais resistência), mas como isso não está claro, a motivação cai.

No estudo citado, a demora em perceber resultados aparece como um gatilho de abandono. [1]

Na prática:
Registre e mostre evolução. Use fotos mensais, medidas, cargas, repetições, consistência semanal e pequenas metas. Quando o aluno enxerga dados, ele para de depender só de sensação.

2. Treinos monótonos e repetitivos

Treino repetitivo vira obrigação. E obrigação chata é a primeira coisa que a rotina corta.

Além disso, estímulo repetido demais tende a estagnar resultado, o que alimenta o ciclo: “não muda nada → desanima → abandona”.

Na prática:
Varie com estratégia. Alterne métodos (força, metabólico, técnica, condicionamento) e ajuste exercícios a cada 4–6 semanas, mantendo o objetivo claro. Novidade com propósito segura atenção e mantém resposta do corpo.

3. Falta de acompanhamento próximo

Quando o aluno treina sem feedback, ele fica com dúvidas que parecem pequenas, mas viram trava:

“Será que tô fazendo certo?”

“Essa carga tá ok?”

“Tô evoluindo ou tô parado?”

Sem retorno, cresce a insegurança. E junto vem a pergunta perigosa: “Se eu posso treinar sozinho, por que eu pago?”

Na prática:
Crie contato mínimo, mas consistente. Check-in curto, ajustes pontuais e perguntas certas. O aluno precisa sentir que você está acompanhando de verdade, não só “passando treino”.

4. Interrupções durante o treino

Aqui tem um ponto subestimado: interrupções quebram o ritmo.

Pode ser notificação, ligação… e, em algumas ferramentas, até anúncio. O resultado é o mesmo: o aluno perde foco, sai do “modo treino” e o esforço mental aumenta.

Com o tempo, o treino começa a parecer mais cansativo do que deveria.

Na prática:
Oriente “não perturbe”/modo avião durante o treino e, se você usa tecnologia para prescrição, priorize um fluxo que não atrapalhe a execução (treino limpo, instrução clara, sem fricção).

5. Expectativas irreais

Muitos alunos entram com uma meta que não existe:
“Vou perder 10 kg em um mês”, “vou mudar tudo em poucas semanas”.

Quando a realidade chega, a frustração toma conta.

Na prática:
Alinhe expectativa logo no onboarding. Seja transparente sobre tempo, processo e marcos intermediários. E celebre vitórias pequenas para o aluno sentir o caminho andando.

6. Falta de conexão emocional

Treino não é só físico. É emocional.

Quando não existe vínculo, o aluno não cria “âncora” com o processo. O treino vira só mais uma tarefa na agenda. E tarefas somem.

Na prática:
Construa relação sem exagero. Pergunte como ele está, lembre de detalhes importantes, reconheça esforço e seja humano na comunicação. Vínculo aumenta tolerância do aluno aos dias ruins.

7. Falta de flexibilidade e praticidade

A vida atropela: viagem, trabalho, filhos, imprevisto.

Quando treinar vira um problema logístico, o aluno começa a faltar “só essa semana”… e depois some.

Na prática:
Tenha um plano com alternativas. Ofereça versões para casa, academia, hotel, parque. Deixe claro o “mínimo viável” para manter consistência quando a rotina apertar.

Alunos abandonam o treino: estratégias para evitar evitar o abandono

Estratégias práticas para aumentar a retenção

Além de entender as causas da desistência e usar tecnologia a seu favor, existem estratégias práticas que você pode implementar imediatamente.

1. Faça check-ins regulares

Não espere o aluno “explodir” para aparecer. Um check-in semanal ou quinzenal já muda o jogo.

2. Celebre pequenas vitórias

Força aumentou? Consistência melhorou? Técnica evoluiu? Isso precisa ser nomeado.

3. Personalize ao máximo

Nem todo detalhe precisa ser hipercomplexo. Mas o aluno precisa sentir que o plano tem a cara dele.

4. Eduque seus alunos

Explicar o “porquê” de algumas escolhas aumenta adesão. Sem aula longa, só o suficiente para ele confiar no processo.

5. Crie desafios e metas de curto prazo

Metas longas desmotivam. Metas mensais e semanais criam sensação de avanço.

6. Ofereça variedade

Variedade não é trocar tudo. É manter o objetivo e ajustar estímulos.

7. Esteja disponível (mas estabeleça limites)

Seja presente, mas com regra clara. Previsibilidade protege você e dá segurança para o aluno.

Como a tecnologia ajuda na retenção de alunos

Depois de entender as causas, fica mais fácil enxergar onde a tecnologia realmente ajuda (e onde ela só enfeita).

Acompanhamento e presença (mesmo à distância)

Ferramentas que mostram treino feito, carga, repetições e esforço percebido criam uma sensação de presença. O aluno sabe que existe acompanhamento.

Progresso visível

Gráficos, histórico, registros e comparativos tornam evolução palpável. E quando o aluno enxerga progresso, ele tolera melhor o “tempo do processo”.

Uma experiência de treino mais fluida

Quanto menos interrupções e fricção na hora de executar, maior a chance do treino virar hábito.

Comunicação facilitada

Chat integrado e ajustes rápidos reduzem “atrito” e evitam que pequenas dúvidas virem desistência.

O papel da experiência do aluno na retenção

No fim, tudo se resume a isso: experiência.

Pergunte com honestidade:

  • É fácil entender o treino?
  • É gostoso de executar?
  • O aluno vê evolução?
  • Ele se sente acompanhado?
  • O processo é fluido ou cansativo?

Se a experiência for boa, o aluno fica. E aluno que fica indica.

Como o PersonalGO PRO melhora a experiência dos seus alunos

Quando você ativa o PersonalGO PRO, seus alunos passam a treinar com menos interrupções durante a execução dos treinos vinculados ao seu acompanhamento, o que ajuda a manter foco e fluidez.

Além disso, a plataforma organiza o acompanhamento com recursos como:

  • histórico de treinos
  • dados e progresso registrados
  • visualização de evolução
  • comunicação facilitada no fluxo do treino

 

Isso reduz atrito, melhora a percepção de valor do seu acompanhamento e ajuda a manter o aluno mais consistente.

Conclusão: retenção é construção de relacionamento

Reter aluno não é truque. É processo.

Quando você entende por que as pessoas desistem e ajusta a experiência (progresso visível, rotina possível, contato inteligente e execução fluida), a retenção sobe naturalmente.

E o impacto é duplo: seu aluno evolui mais, e seu negócio fica mais previsível e sustentável.

Quer melhorar a retenção dos seus alunos?

Conheça o PersonalGO PRO e veja como uma experiência mais fluida e um acompanhamento mais organizado podem ajudar a reduzir desistências.

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Referências

[1] Pompeo, C. (2016). Na “Era Fitness”, apenas 3,7% dos alunos permanecem um ano na academia. Gazeta do Povo. Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/na-era-fitness-apenas-37-dos-alunos-permanecem-um-ano-na-academia-8tzhbmlrjduld8def5tvgqw0k/

[2] Health & Fitness Association. (2025 ). Da matrícula à fidelização: protocolos simples aumentam frequência nas academias e reduzem cancelamentos. Saúde Digital News. Disponível em: https://saudedigitalnews.com.br/17/11/2025/da-matricula-a-fidelizacao-protocolos-simples-aumentam-frequencia-nas-academias-e-reduzem-cancelamentos/


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